Atualizadas as diretrizes para gerenciamento antecipado de pacientes com AVC isquêmico agudo | Araujo e Fazzito

01 de mar de 2018

Atualizadas as diretrizes para gerenciamento antecipado de pacientes com AVC isquêmico agudo

Com a ajuda de 19 cientistas e especialistas em saúde, a American Heart Association junto à American Stroke Association analisaram mais de 400 estudos sobre Acidente Vascular Cerebral Isquêmico Agudo e desenvolveram uma nova diretriz com recomendações para clínicos cuidadores de pacientes adultos com essa condição.

O AVC é a principal causa de morte em todo o mundo e, o tempo que se perde do início dos sintomas até a prestação de atendimento adequado pode reduzir os danos cerebrais e as possíveis sequelas. Ou seja, um rápido atendimento pode salvar a vida do paciente, evitar sequela neurológica permanente e acelerar sua recuperação.

As diretrizes para o AVC Isquêmico Agudo foram atualizadas nesse ano de 2018 para melhorar os cuidados com os pacientes, obtendo novas recomendações pré-hospitalares, avaliações e tratamentos urgentes e de emergência com terapias intravenosas e intra-arteriais, além de gestão hospitalar, que conta com medidas de prevenção de novos eventos isquêmicos em até 2 semanas pós-AVC.

O material divulgado enfatiza a importância de implementar atendimentos efetivos e medidas de prevenção o mais rápido possível, destacando a necessidade de programas de educação e conscientização sobre AVCs para a população geral. Também foram ampliados os critérios de elegibilidade do paciente para os tratamentos, incluindo trombólise endovenosa com a droga alteplase e trombectomia mecânica.

A Alteplase é uma droga trombolítica (dissolve o coágulo) administrada por via endovenosa bastante importante para o tratamento inicial do AVC. A atualização na diretriz inclui a recomendação de instituir a trombólise endovenosa o mais breve possível, em até 4,5 horas do início dos sintomas, mesmo em pacientes elegíveis para trombectomia mecânica (os tratamentos não são excludentes), e como única opção em AVC com obstrução terminal de artérias finas, onde o cateter para trombectomia não alcança.

Já a trombectomia mecânica é um procedimento em que um médico insere um cateter em um vaso sanguíneo calibroso dentro da cabeça e usa um dispositivo para retirar o coágulo (no formato de um saca-rolha). A orientação atualizada aumenta o prazo recomendado para a trombectomia mecânica em pacientes selecionados de 6 para 24 horas após o início dos sintomas.

O Dr. Antonio Araújo, neurocirgugião da Clínica Araújo e Fazzito, em São Paulo, ressalta que, tão importante quanto o tempo decorrido do início do AVC até o tratamento (“tempo é cérebro”), é a presença de vasos colaterais na circulação sanguínea cerebral. Estes vasos ajudam a nutrir marginalmente o tecido cerebral que sofreu a falta de sangue (isquemia), aumentando a área de “mismatch”, ou seja, aumentando a área de tecido cerebral que ainda pode ser salvo com o tratamento.

Fonte: American Heart Association

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