Jogos tridimensionais evitam doenças cognitivas e demência por meio de estímulos cerebrais | Araujo e Fazzito

05 de abr de 2018

Jogos tridimensionais evitam doenças cognitivas e demência por meio de estímulos cerebrais

Um estudo conduzido pela Universidade de Montreal, no Canadá, aponta que jogos tridimensionais, como o Super Mario 64 da Nintendo, por exemplo, podem auxiliar na prevenção de doenças cognitivas menores e até mesmo em questões relacionadas à demência. Os cientistas envolvidos realizaram testes nos quais foram encontrados efeitos benéficos em pacientes que jogam esse tipo de game pelo período mínimo de dois meses.

Para realizar o estudo foi observada a massa cinzenta do hipocampo, uma parte do sistema nervoso central que é responsável pelo sentido espacial e pela memória a longo prazo. A ideia inicial era analisar se o jogo poderia atuar no aumento dessa massa, já que a sua diminuição tem relações com doenças como a demência e o mal de Alzheimer.

Outros estudos realizados entre os anos de 2014 e 2017 já apontaram que os jogos de 3D poderiam influenciar no aumento da massa cinzenta, mas com foco em adultos jovens. Nesse caso, os cientistas resolveram checar se os mesmos resultados seriam alcançados em adultos de idade mais avançada, e chegaram à conclusão de que a ausência de novos aprendizados coopera para a diminuição da massa cinzenta.

A explicação mais plausível para isso é a plataforma 3D implantadas nesses games, que podem ser capazes de estimular o hipocampo e, consequentemente, formar uma espécie de mapa cognitivo interno no cérebro do jogador. Os especialistas defendem ainda que a falta de estímulo cerebral por meio dos jogos tridimensionais podem levar ao surgimento e desenvolvimento de problemas cognitivos conforme o avanço da idade.

Fonte: Diário do Nordeste

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