Psicólogos sugerem hábitos que, atrelados a tratamento, reduzem crises de ansiedade | Araujo e Fazzito

14 de mar de 2019

Psicólogos sugerem hábitos que, atrelados a tratamento, reduzem crises de ansiedade

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentam o Brasil como país com maior taxa de transtorno de ansiedade entre a população. Biologicamente, a ansiedade em níveis normais é importante para manter o organismo alerta em situações de ameaça. Já o transtorno ocorre quando o medo é causado por situações irreais, ocupando grande parte dos pensamentos do indivíduo.

Os tratamentos para o transtorno de ansiedade podem incluir psicoterapia, meditação, grupos de apoio e, em alguns casos, medicação prescrita por psiquiatras e neurologistas, com acompanhamento de um psicólogo clínico. Entretanto, existem alguns hábitos que podem ser adotados para aliviar as crises e auxiliar no tratamento já iniciado.

Evite procrastinar
O problema da procrastinação é que, quanto mais você demora para realizar uma tarefa, menor tempo você terá para concluí-la, e essa consciência é que gera ansiedade. Segundo o psiquiatra Rodrigo de Almeida, mestre em Medicina pela Santa Casa de São Paulo e diretor do núcleo paulista de especialidades médicas, “Quanto menos procrastinar, menos ansiedade vai ter”.

Exercite a respiração
Médicos de diferentes especialidades têm sugerido os exercícios de respiração como método para aliviar o estresse e a ansiedade. O psiquiatra afirma que esses exercícios são altamente competentes para alcançar um efeito ansiolítico, bem como a meditação e a ioga. “Eles também têm efeitos antidepressivos, aumentando os níveis de ocitocina e reduzindo o cortisol, que é o hormônio do estresse.”

Não se estresse por banalidades
A melhor forma de evitar altos níveis de estresse com qualquer tipo de situação é observar o problema como se estivesse fora dele. Quando estamos imersos numa situação fica mais difícil saber seu tamanho e importância. Procure aceitar as situações sobre as quais você não tem controle e separe-as daquilo que realmente merece atenção. Dessa forma, você evita que os problemas se acumulem e consegue resolver o que está ao seu alcance e é realmente uma prioridade.

Organize-se
Alguns pacientes sofrem com o aumento da ansiedade quando têm muitas tarefas a realizar. Nesses casos, o principal benefício de manter uma programação é conseguir tempo para o lazer. Quando não gerenciamos nossas tarefas e o nosso tempo, tudo fica urgente. Já com as coisas organizadas e programadas, resta tempo para cuidar de si mesmo e reduzir a ansiedade sabendo que nada está atrasado e o importante já foi entregue.

Adote hábitos saudáveis
Muito se fala sobre os diversos benefícios da alimentação saudável e da prática de exercícios físicos, benefícios esses que auxiliam também na saúde mental e psicológica. O consumo de estimulantes como café e chá preto pode contribuir para a ansiedade. Já as drogas consideradas calmantes, como cigarro e álcool, podem causar ansiedade em casos de abstinência.

Cuidado com a tecnologia
O uso das redes tem sido altamente questionado por médicos e até as plataformas digitais têm registrado o tempo de navegação dos usuários. Psicólogos afirmam que não é o tempo, mas o que o indivíduo faz na internet que pode gerar ansiedade. Quando o paciente navega em uma plataforma por muito tempo, ele passa por um “esvaziamento da vida real”, focando apenas em suas relações virtuais. Isso gera dependência, e quando o paciente estiver longe da tecnologia apresentará a ansiedade característica de abstinência.

Fonte: Portal Terra