O transtorno do espectro do autismo (TEA), é um transtorno neurológico caracterizado pela dificuldade na comunicação verbal e não verbal e comportamento restrito e repetitivo.

Suas causas não são totalmente conhecidas, de acordo com a pesquisa científica, acredita-se que há uma predisposição genética passada de pais para filhos.

No entanto, também há evidências de que as causas hereditárias explicariam apenas metade do risco de desenvolver TEA.

Fatores ambientais, como estresse, uso de substâncias tóxicas, possíveis infecções, complicações durante a gravidez e desequilíbrios metabólicos teriam relação na possibilidade de aparecimento do distúrbio.

 

Diagnóstico

 

Os primeiros sinais do Transtorno do Espectro Autista são visíveis desde a infância, geralmente entre 1 e 2 anos de vida. Pode ser detectado observando possíveis atrasos no desenvolvimento da criança. A partir dos 12 meses, as crianças que possuem autismo não realizam atividades como, apontar o dedo, não mantém contato visual efetivo, não olham quando são chamadas e têm mais interesse em objetos do que em pessoas.

Porém, só por volta dos 18 meses é possível realizar uma avaliação conclusiva com um profissional especializado. O diagnóstico é feito por meio de observação direta no comportamento e uma entrevista com os pais e cuidadores.

A confirmação acontece quando a criança possui as principais características do autismo: deficiências sociais, dificuldades de comunicação, interesses restritos, fixos e intensos e comportamentos repetitivos. A condição apresenta diferentes graus que variam entre leve à grave.

Tratamento

 

Até o momento não existem tratamentos com remédios específicos, por isso para ajudar a tratar o transtorno, é necessário um acompanhamento médico multidisciplinar, composto por pediatra, psiquiatra, neurologista, psicólogo e fonoaudiólogo, entre outros.

O tratamento associa diferentes terapias para testar e melhorar as habilidades sociais, adaptativas, organizacionais e comunicativas.

Os cuidados incluem exercícios de comunicação funcional e espontânea; jogos para incentivar a interação com o outro; aprendizado e manutenção de novas habilidades; e o apoio a atitudes positivas para contrapor problemas de comportamento, conhecidas como Terapia Cognitiva Comportamental.

As terapias podem ser combinadas com remédios para tratar condições associadas, tais como, insônia, agressividade, falta de atenção, entre outros sintomas.

Outro elemento muito importante para o tratamento, é o acompanhamento com os pais, para que eles aprendam a lidar com a criança autista, que pode ser feito com ajuda de psicólogos.

Caso do famoso

 

Courtney Michelle Harrison, de 56 anos, conhecida como Courtney Love, é uma cantora, compositora, atriz e pintora americana. Ganhou notoriedade com sua banda de rock, Hole. Ficou famosa não só pelos seus muitos dotes artísticos, mas também por um relacionamento que teve com Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana.

A artista foi diagnosticada com autismo leve aos 9 anos de idade, após uma série de dificuldades de socialização no desempenho escolar. Ela revelou esse transtorno para seus fãs em sua autobiografia intitulada “The Real Story”, lançada em 1997. Nessa biografia ela conta sobre o autismo e como ela possui dificuldades de socialização em razão disso.

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