A Aids, sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença do sistema imunológico humano resultante da infecção pelo vírus HIV.

Ela se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema imunológico, e deixa o organismo mais vulnerável ao aparecimento de doenças oportunistas que vão de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer.

Muitas pessoas não sabem, mas existem efeitos neurológicos que podem acontecer com o vírus da AIDS.

Sintomas neurológicos 

As infecções são a principal causa de avaliação de pacientes com HIV, alguns sintomas comumente observados são febre, cefaleia, crise epilética, déficits focais, comprometimento do nível de consciência, alteração do comportamento, entre outros.

Esses sintomas no início da infecção foram tema de estudo pelos pesquisadores da Universidade de São Francisco na Califórnia e a Universidade de Yale nos Estados Unidos que apontaram que quase metade dos pacientes apresenta os sintomas nas primeiras semanas.

O estudo foi feito com uma amostra de 139 pacientes portadores do vírus com infecção média de 19 dias, os resultados obtidos foram:

• 53% dos pacientes tinham achados neurológicos;

• Destes, ⅓ possuía deficiência cognitiva;

• ¼ possuía alterações motoras;

• 20% haviam experimentado alguma neuropatia, muitas vezes com mais de 1 sintoma;

• 1 paciente foi diagnosticado com síndrome de Guillain Barré, única manifestação grave encontrada.

O HIV também pode afetar o sistema neurológico do paciente, apesar de não invadir as células diretamente, ele pode causar quadros de infecção que atinjam essa área. Podendo causar:

• Confusão mental;

• Esquecimentos repentinos;

• Incapacidade de concentração;

• Dores de cabeça;

• Mudanças comportamentais;

• Ansiedade;

• Depressão;

• Perda do controle de movimentos.

Lesões relacionado ao HIV

Após o primeiro momento, existem outras manifestações que podem ser identificadas por lesões indiretamente ligadas à ação do vírus ou aos medicamentos antirretroviral.

Estas podem ser observadas na disfunção cognitiva e alteração na habilidade motora; mielopatia vacuolar que é uma síndome medular posterolateral associada à perda sensorial e do equilíbrio; neuropatia sensitiva polineuropatia simétrica distal.

Os medicamentos também podem apresentar efeitos neurológicos, variando conforme o medicamento utilizado, indo de miopatia, cefaleia, mialgia, neuropatia periférica, insônia, depressão, entre outros.

A melhor maneira de lidar com esses danos neurológicos é manter a carga viral do organismo baixa, isso significa: fazer o tratamento conforme o prescrito pelo médico e manter uma rotina de consultas e exames periódicas.

 

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